CPT(Comissão Pastoral da Terra): Anúncio do governo beneficia produtores do etanol Adital - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) criticou ontem (25) o documento - anunciado pelo governo brasileiro - que exige melhores relações de trabalho para que as empresas canavieiras do país garantam sua certificação social. Em nota divulgada à imprensa, a entidade considerou que o texto - resultado de um pacto assinado ontem entre governo, trabalhadores e produtores de etanol - "não acrescenta nada às conquistas já existentes na legislação trabalhista e nos dissídios coletivos". Intitulado como "Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana de Açúcar", o documento é resultado de uma mesa de negociações de um ano entre governo, trabalhadores e empresários. O texto prevê a contratação direta (fim da terceirização) e o acesso do diretor sindical aos canaviais. O documento que estabelece exigências para a "certificação social" ainda garante o transporte seguro e gratuito da cana de açúcar e seus derivados, assegura o mecanismo de aferição de produção previamente acertada com o trabalhador e exige o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Para a CPT, o documento anunciado pelo governo, na verdade, traz novidades para as empresas canavieiras, e não, para os trabalhadores. A nota diz que os empresários do etanol vão garantir para si o "atestado de qualidade" do trabalho desenvolvido no setor sucroalcooleiro "sem mudar suas práticas trabalhistas". Segundo a CPT, essas normas já eram previstas pela legislação trabalhista atual. Para a entidade, o problema é que essas normas "são descumpridas, de forma crônica e contínua, pelas empresas que empregam os canavieiros brasileiros". O coordenador da Campanha Nacional da CPT de Combate ao Trabalho Escravo, Frei Xavier Plassat, ressaltou que a única inovação do documento é o fim da terceirização, "que continua extremamente presente no Nordeste e Centro Oeste, isentando os empresários da responsabilidade trabalhista". O frei, no entanto, considera o novo documento ineficaz. "A gente conhece a experiência de outras cadeias produtivas [como a mineração] que adotaram medidas de proteção ao trabalhador, mas continuaram reincidindo nos erros". A Comissão Pastoral da Terra ressaltou, na nota, as denúncias de trabalho escravo e devastação ambiental na produção de agrocombustível no país. Os dados da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Escravo da CPT revelam que, em 2007, 51% dos 5.974 trabalhadores resgatados da escravidão no campo brasileiro provieram das lavouras de cana de açúcar. Em 2008, foram 48% de 5.266; e em 2009, 52% dos cerca de 1.830 resgatados sofriam exploração nos canaviais. A entidade avalia que o acordo que prevê a "certificação social" deverá beneficiar apenas os usineiros, ironicamente chamados de "heróis nacionais", já que o etanol foi apresentado ao mundo pelo governo brasileiro como "alternativa limpa" à crise dos combustíveis fósseis. A CPT ironizou a limpeza do etanol, que apenas se constata "do cano de escape do carro para fora". Para a entidade, o processo de produção do biocombustível agrega "um altíssimo custo social e ambiental" e "concentração da terra e da renda". Plassat ainda criticou a postura "meramente mediadora" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O trabalho escravo nos canaviais é a característica mais constante da história do Brasil. Isso acontece há séculos e com o apoio dos sucessivos governos. É uma pena que o nosso presidente [Lula] adote uma postura apenas de mediação, ao invés de prevenir, fiscalizar e punir", avaliou o frei. Segundo a nota da CPT, o objetivo do governo foi de amenizar a imagem negativa que o etanol brasileiro possuía no mercado externo. No último dia 14, o presidente Lula já havia anunciado à comunidade internacional a criação da "certificação social" das empresas canavieiras brasileiras, em Genebra, durante a reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ainda de acordo com a CPT, a "certificação social" é apenas um dos vários estímulos que o governo tem dado aos produtores do etanol. Só em 2009, a indústria canavieira do país já recebeu, até o momento, mais de R$ 3,2 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 36% a mais que o valor investido no mesmo período de 2008. Parte desses recursos é extraída do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). FONTE: A D I T A L |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 01h39
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 22h14
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MP da Grilagem: Carta aberta à sociedade
MP da Grilagem: Carta aberta à sociedade Conferência Internacional Ethos 2009 divulga carta aberta à sociedade contra o desmonte da legislação ambiental brasileira, com apoio de diversas instituições, entre elas o WWF-Brasil. A sociedade humana vive, no século 21, os dilemas e as esperanças de uma civilização construída sobre os desatinos e os avanços incomparáveis da ciência, da arte e do conhecimento em geral sobre a natureza. Mas chegamos ao limite e precisamos de uma transformação radical na economia. Trata-se de construir uma civilização cujo modelo de produção e consumo preserve as riquezas naturais, inclua milhões de pessoas até agora à margem de qualquer progresso e garanta os recursos necessários para uma sociedade justa e sustentável, objetivo de todos nós. O Brasil pode ser liderança neste processo por vários motivos: possui a maior floresta tropical do mundo; a matriz energética tem fontes renováveis e limpas; e os recursos ainda incontáveis da biodiversidade garantem a base para as inovações tecnológicas necessárias ao novo modelo em construção. No entanto, o que estamos fazendo com tudo isso? Ignorando nosso maior patrimônio para o século 21 e, ao agir assim, condenando o país a um papel secundário no novo mundo da sustentabilidade que está surgindo. Nossa enorme perplexidade é verificar que, no início de um novo século, com os desafios que temos, ainda existam políticos e empresários descomprometidos que se apropriam do Estado para benefício particular, privilegiando o lucro imediato à custa do interesse maior da nação brasileira. Esta falta de visão de futuro fica ainda mais evidente com os ataques que a legislação ambiental brasileira vem sofrendo. A aprovação, no Congresso Nacional, da MP 458, conhecida como MP da Grilagem - que, entre outras medidas, promove a legalização de terras ilegais, é a mais recente demonstração de que há um projeto em andamento para desmontar a agenda ambiental, duramente conquistada nos últimos anos e que dá ao Brasil posição privilegiada para enfrentar as conseqüências das mudanças climáticas. A quem interessa o desmatamento? A sociedade brasileira precisa se mobilizar para separar o joio do trigo. Nós, participantes da Conferência Internacional do Ethos, podemos afirmar enfaticamente que a maioria das empresas aqui instaladas está interessada em promover negócios responsáveis e, junto com as demais forças da sociedade civil organizada, vem buscando o desenvolvimento sustentável. Infelizmente, ainda há os que fazem o contrário. Para estas pessoas, ambiente é obstáculo. Nós, no entanto, queremos enfatizar que o Brasil hoje tem enorme importância no mundo por ser um dos países com maior patrimônio ambiental ainda preservado e, portanto, com maior potencial de desenvolvimento econômico e social sustentável. Por isso, aqui reunidos neste ato público, manifestamos nossas intenções de: Conclamar a Presidência da República a vetar os três artigos da MP 458, conforme a Carta Aberta da senadora Marina Silva encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva Conclamar o presidente Lula a assumir a liderança da agenda ambiental como central na estratégia do desenvolvimento social e econômico do Brasil; Conclamar o Congresso Nacional a assumir sua responsabilidade frente à agenda ambiental brasileira; Conclamar as empresas a incorporar a agenda ambiental como estratégia de seus negócios Conferência Internacional Ethos 2009 No encerramento da Conferência Internacional Ethos 2009, nesta quinta-feira (18/6), em São Paulo, foi realizado ato público contra o desmonte da política ambiental brasileira e divulgada carta aberta à sociedade, endossada por representantes de diversas instituições: Bernardo Sakamoto, diretor da Repórter Brasil Beto Ricardo, diretor do Instituto Socioambiental Dudu Bonito, representante da CUT Guilherme Leal, presidente do conselho da Natura
Hector Nunes, presidente da Wal-Mart Brasil
Ivo Bucaresk, chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente
José Luciano Penido, presidente VCP
Julio Barbosa, secretário Nacional de Meio Ambiente do Partido dos Trabalhadores
Marcelo Furtado, diretor Greenpeace
Oded Grajew, representante da Rede Cidades Sustentáveis
Regina Cavini, superintendente de Desenvolvimento do WWF-Brasil
Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos
Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra Amazônia Brasileira
Roberto Waack, presidente da Amata e conselheiro internacional do FSC (Conselho de Manejo Florestal)
Rodrigo Loures, presidente da Nutrimental e da Federação das Indústrias do Paraná Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa Virgilio Viana, diretor da Fundação Amazonas Sustentável
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 18h11
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Blog do Dr. Protógenes: combatente incansável da corrupção brasileira. DIVULGUEM.... http://protogenes.blog.uol.com.br/ BLOG DO PROTÓGENES O Dr. Protógenes é o Delegado de Polícia Federal que comandou a operação policial Satiagraha, desmantelando um milionário esquema de corrupção, que levou a prisão o banqueiro DANIEL DANTAS, e tantos outros crimes que estão descritos no seu blog. O povo brasileiro é trabalhador, honestos, acordam bem cedo, O Brasil é construído por esse povo maravilhoso. No meio desse povo sempre nascem heróis que muitas vezes não recebe apoio desse próprio povo. O Brasil é conhecido como um país de corruptos, mas isso não é verdade, não podemos aceitar isso, um rótulo que nos discriminam no exterior por causa das ações criminosas e antipatrióticas de poucos. Honramos a nossa Bandeira, orgulhamos da nossa terra, nosso chão, nossa gente ordeira e pronta para o trabalho que muitas vezes é desumano, entre eles os trabalhadores rurais no corte da cana de açucar e tantos outros que se sacrificam honestamente com salários injustos que mal dá para comprarem seu próprio alimento. Algo inconcebível para um país com tantas riquezas como o Brasil. Por essa razão nossa admiração pelo Delegado da Policia Federal Dr. Protógenes, sua coragem e por tudo que ele tem feito pelo Brasil. |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 23h49
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Lei do Cerrado em São Paulo
Lei do Cerrado em São Paulo O governador José Serra também aproveitou as comemorações da Semana do Meio Ambiente para promulgar, na cidade de Bocaina, a Lei de Proteção do Cerrado, aprovada em 5 de maio último pela Assembléia Legislativa. Agora, o Estado de São Paulo possui leis mais rígidas que o próprio Código Florestal Brasileiro no que diz respeito aos licenciamentos e autorizações de supressão de vegetação do bioma Cerrado. “O Cerrado ficou de fora da Constituição, foi esquecido. Temos que ter conhecimento da importância de sua fauna e flora e para isso é necessário que ele não desapareça”, argumentou o governador, preocupado com a realidade desse ecossistema no Estado de São Paulo, que ocupava, até a década de 60, 14% do território paulista, restringindo-se hoje quase 1%. “O Brasil sempre pensou na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica, mas esqueceu do Cerrado sem saber que este é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, e também um dos mais ameaçados”, explicou o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano. Com a nova lei ficam mais rígidas as restrições nos licenciamentos em áreas de Cerrado, sendo proibidas qualquer tipo de intervenção em áreas de Cerradão - vegetação com mais de 90 % de cobertura do solo - e Cerrado Strictu-sensu - vegetação que apresenta estrato descontínuo, composto por árvores e arbustos geralmente tortuosos. FONTE: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo Comentário do editor do blog: O governo do Estado de São Paulo vem fazendo a sua lição de casa na questão ambiental(Município Verde,Pactos das Aguas e Lei do Cerrado etc.), que hoje sem duvida alguma deveria ser o ponto central das preocupações de todos os governos, pois se trata da sobrevivência da própria humanidade e da preservação da saúde da população. Mas ainda estamos com pendências referente à monocultura da cana de açúcar, que pode e vai poluir o aqüífero guarani por causa dos agrotóxicos , a poluição atmosférica e as fuligens vindo das queimadas, e definir com responsabilidade áreas no estado para o plantio dessa cultura. |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 15h36
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Uma salva de palmas para Carlos Minc Por Maria Dalce Ricas* Das crises nascem as soluções. Ou, pelo menos, criam-se ambiente mais propício. E criar uma crise tem sido o grande mérito de Carlos Minc. Ao contrário da senadora Marina Silva, que, durante todo seu mandato, protestava timidamente contra a quase ridicularidade pública de sua pasta, imposta por outros ministros, Minc tem coragem de "botar a boca no trombone", expõe-se na mídia, e diz, abertamente, que interesses econômicos e políticos continuam prevalecendo sobre propostas mínimas de preservar a floresta amazônica. E, felizmente, a imprensa tem lhe dado espaço, incomodando, pela primeira vez, em quase oito anos de mandato, o rolo compressor do atual governo sobre a área ambiental. Talvez Lula não tivesse convidado Minc para ministro se tivesse sido melhor informado de sua vida de militante ambientalista. Ele conhece todas as tramóias políticas costumeiras utilizadas pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), madeireiros, empreiteiras, parlamentares e ministros que querem se eleger às custas do cargo, empregando dinheiro público em projetos tão degradadores que não suportam análises elementares de custo/benefício. Mesmo sem intenção, Minc está contribuindo para desacreditar a retórica de Lula nos fóruns internacionais, tentando convencer a comunidade pública internacional que se preocupa com a derrubada e incêndios da floresta amazônica, fontes de emissão de gases de efeito estufa que colocam o Brasil como 4º maior emissor do planeta. A lista de atos (conhecidos) desse governo contra o meio ambiente é lamentável e preocupante, pois tem anulado normas jurídicas indispensáveis à possibilidade de preservar ambientes naturais no país. Nessa área, Lula assina tudo que seus ministros "cinzentos" colocam em sua mesa: modificou decreto que havia assinado, exigindo cumprimento do Código Florestal; revogou a legislação que protegia o rico acervo de cavernas brasileiras; dispensou, através de medida provisória, licenciamento para ampliação e asfaltamento de rodovias; transformou o teto mínimo de 0,5% da compensação ambiental em máximo; recusa-se a criar unidades de conservação que possam prejudicar projetos econômicos e políticos, e para completar, quer institucionalizar a grilagem de terras na Amazônia. Além disso tudo, permite que Dilma Roussef, Reinhold Stefhanes, Mangabeira Unger e Edson Lobão liderem campanha para mudar o Código Florestal, "porque atrapalha o desenvolvimento do país", argumento de fazer inveja até à ditadura militar. Menos de 1% do orçamento do governo é destinado ao Ministério do Meio Ambiente e nem a crise mundial faz a "turma do machado" pensar um pouco mais sobre a insustentabilidade do modelo econômico baseado no aumento sem limite do consumo e na dilapidação da natureza. Lula deve estar numa "sinuca de bico". Sua turma está "fritando" o ministro do meio ambiente, mas vai espirrar muito óleo quente em seu governo, fortalecendo ainda mais a imagem de irresponsabilidade ambiental do Brasil perante o mundo. E tomara que as queimaduras sejam de terceiro grau! * Maria Dalce Ricas é Superintendente Executiva da Amda – Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Envolverde/Assessoria) http://envolverde.ig.com.br © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. Para complementar leia o artigo de Miriam Leitão: “A insensatez”, um artigo que também deveríamos aplaudir. Graças a Deus parece que a sociedade brasileira começa a reagir contra os crimes ambientais praticados no nosso país. Crimes que podem ameaçar o nosso futuro... http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2009/06/05/a-insensatez-192936.asp |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 14h51
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Oficializada a grilagem da Amazônia A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, se junta ao clamor nacional diante de mais uma agressão ao patrimônio público, ao meio ambiente e à reforma agrária. No último dia 4 de junho, o Senado Federal aprovou a MP 458/2009, já aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados, e que agora vai à sanção presidencial. É a promoção da “farra da grilagem”, como se tem falado com muita propriedade. Com o subterfúgio de regularização de áreas de posseiros, prevista na Constituição Federal, o governo federal, em 11 de fevereiro baixou a MP 458/2009 propondo a “regularização fundiária” das ocupações de terras públicas da União, na Amazônia Legal, até o limite de 1.500 hectares. Esta regularização abrange 67,4 milhões de hectares de terras públicas da União, ou seja, terras devolutas já arrecadadas pelo Estado e matriculadas nos registros públicos como terras públicas e que pela Constituição deveriam ser destinadas a programas de reforma agrária. Desta forma a Medida Provisória 458, agora às vésperas de ser transformada em lei, regulariza posses ilegais. Beneficia, sobretudo, pessoas que deveriam ser criminalmente processadas por usurparem áreas da reforma agrária, pois, de acordo com a Constituição, somente 7% da área ocupada por pequenas propriedades de até 100 hectares (55% do total das propriedades) seriam passiveis de regularização. Os movimentos sociais propuseram que a MP fosse retirada e em seu lugar se apresentasse um Projeto de Lei para que se pudesse ter tempo para um debate em profundidade do tema, levando em conta a função social da propriedade da terra. O Governo, entretanto, descartou qualquer discussão com os representantes dos trabalhadores do campo e da floresta. Esta oficialização da grilagem da Amazônia está chamando a atenção de muitos pela semelhança com o momento histórico da nefasta Lei de Terras de 1850, elaborada pela elite latifundiária do Congresso do Império, sancionada por D. Pedro, privatizando as terras ocupadas. Hoje é um presidente republicano e ex-operário quem privatiza e entrega as terras da Amazônia às mesmas mãos que se tinham apoderado delas de forma ilegal e até criminosa. Esta proposta de lei, que vai para a sanção do Presidente Lula, pavimenta o espaço para a expansão do latifúndio e do agronegócio na Amazônia, bem ao gosto dos ruralistas. Por isto não foi sem sentido a redução aprovada pela Câmara dos Deputados de dez para três anos no tempo em que as terras regularizadas não poderiam ser vendidas e a regularização de áreas para quem já possui outras propriedades e para pessoas jurídicas. Daqui a três anos nada impede que uma mesma pessoa ou empresa adquira novas propriedades, acumulando áreas sem qualquer limite de tamanho. Foi assim que aconteceu com as imensas propriedades que se formaram na Amazônia, algumas com mais de um milhão de hectares, beneficiadas com os projetos da Sudam. Ironia do destino, Lula , que em 1998 afirmou que “se for eleito, resolverei o problema da reforma agrária, com uma canetada”, ao invés de executar a reforma agrária prometida, acabou com uma canetada propondo a legalização de 67 milhões de hectares de terras griladas na Amazônia, um bioma que no atual momento de crise climática mundial aguda grita por preservação para garantir a sobrevivência do planeta. O mesmo presidente que, em entrevista à Revista Caros Amigos, em novembro de 2002 dizia: “Não se justifica num país, por maior que seja, ter alguém com 30 mil alqueires de terra! Dois milhões de hectares de terra! Isso não tem justificativa em lugar nenhum do mundo! Só no Brasil. Porque temos um presidente covarde, que fica na dependência de contemplar uma bancada ruralista a troco de alguns votos” acabou sendo o refém desta bancada, pior ainda, recorreu à senadora Kátia Abreu, baluarte da bancada ruralista, inimiga número um da reforma agrária, para a aprovação da medida no Senado. Já cedera à pressão dos ruralistas aprovando a Lei dos Transgênicos. Não atualizou os índices de produtividade estabelecidos há mais de 30 anos atrás, o que poderia possibilitar o acesso a novas áreas para reforma agrária. Não se empenhou na aprovação da proposta de emenda constitucional PEC 438/01 que expropria as áreas onde se flagre a exploração de trabalho escravo. Além disso, promoveu à condição de “heróis nacionais” os usineiros e definiu como empecilhos ao progresso as comunidades tradicionais, os ambientalistas e seus defensores. Lula que, com o Programa Fome Zero, teve a oportunidade de realizar um amplo processo de reforma agrária, transformou-o, porém, em um cartão do Bolsa Família que a cada mês dá umas migalhas a quem poderia estar produzindo seu próprio alimento e contribuindo para alimentar a nação. Os movimentos sociais do campo, inclusive a CPT, vem defendendo há anos, por uma questão de sabedoria e bom senso, um limite para a propriedade da terra em nosso País. Mas o que vemos é exatamente o contrário. Cresce a concentração de terras, enquanto que milhares de famílias continuam acampadas às margens das rodovias à espera de um assentamento que lhes dê dignidade e cidadania, pois, como bem afirmaram os bispos e pastores sinodais que subscreveram o documento Os pobres possuirão a terra “A política oficial do país subordina-se aos ditames implacáveis do sistema capitalista e apoia e estimula abertamente o agronegócio”. Goiânia, 09 de junho de 2009. Dom Ladislau Biernaski Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
FONTE:http://www.cptnac.com.br |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 02h00
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Etanol. Tirem o pé do acelerador... As grandes potências tecnológicas não vão ficar definitivamente reféns do petróleo e do etanol, com certeza estão trabalhando em alternativas mais avançadas. O etanol deveria tirar o pé do acelerador, alem de tomar grandes extensões de terras, modificarem biomas, destruir as biodiversidades, queimadas, depender dos ciclos das chuvas que estão cada vez mais irregulares etc. comprometendo outros setores produtivos na agricultura. Não vejo um futuro de 100% de garantias que ele possa durar e se manter como um dos pilares da economia brasileira. Pois é uma solução de curto prazo mesmo porque nunca irá atender a demanda de energia de paises como a China e a Índia que vem aumentando sistematicamente, ressaltando que o mundo está de olho nos problemas ecológicos e sociais que possa causar as monoculturas de cana de açúcar. Alicerçar a nossa economia no etanol é um desenvolvimento de uma perna só, pois se esse setor desmoronar ou entrar em dificuldades será como um jogo de dominó levará toda uma cadeia econômica junto. O Brasil sempre cometeu esse engano por causa da ganância imediatista, as suas monoculturas têm atrasado o país e já tem nos levado pelo caminho de algumas crises. Essa atitude está na cultura brasileira, podemos pegar, por exemplo, quando alguém monta um negócio que dá certo, logo em seguida muitos o seguem levando todos ao mesmo destino, que muitas vezes é a falência da grande maioria dos aventureiros. No caso do etanol temos o receio que possa ter a mesma sina, se não houver diversificação de culturas e incentivo a agricultura familiar, pois é nela que realmente se produz nosso alimento de cada dia, e ao mesmo tempo nos livrando da temível concentração de rendas. A tecnologia moderna avança rápido, as descobertas são surpreendentes, cientistas do mundo todo trabalham no aperfeiçoamento de várias alternativas para resolver o problema energético e de poluição do planeta. Não seria surpresa se um dia uma manchete inundar os jornais dando conta de um novo motor movido com nova tecnologia energética, devolvendo definitivamente a humanidade aos tempos modernos... E isso já vem sendo uma realidade. O japonês como era de se prever não “dormem no ponto”, a Mitsubishi Motors já começou fabricar o seu veículo elétrico iMiEV na sua fábrica de Kurashiki, Okayama (sul do Japão), que é uma aposta para impulsionar suas vendas. Também a montadora Tesla Motors lançou um novo modelo de carro elétrico de cinco lugares, sedã “ Model S” funciona com uma bateria de íons de lítio capaz de rodar até 360 quilômetros, 100% não poluente, e sua estréia nas linhas de produção está prevista para 2011, será o primeiro do mundo a ser produzido em escala industrial. Em comparação com outros veículos da mesma categoria o “Model S” é de custo elevado, mas a Tesla afirma que com os incentivos fiscais concedidos pelo governo aos carros não poluentes e o baixo custo na sua manutenção e do combustível, ele passa a ser bastante competitivo. |
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Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 00h43
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Municípios paulistas aderem ao Pacto das Águas, proposto pela ONU. Número de adesões superou o que a ONU obteve durante o Fórum Mundial da Água, na Turquia, que foram 250. Com a presença do governador do Estado, José Serra, e dos secretários do Meio Ambiente, Xico Graziano, e de Saneamento e Energia, Dilma Pena, 195 prefeitos municipais e 70 representantes de prefeituras compareceram na Fazenda Barraca para assinar o Pacto. Agora, esses municípios se comprometem a levantar um diagnóstico das condições ambientais e sanitárias de suas águas e traçar um plano de metas até o final de 2009. LEIAM MAIS... Você prefeito esteve lá? Se Não, você está indo na contra mão na preservação ambiental do seu município... |
Categoria: NOTÍCIAS, AGUA.
Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 23h52
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