Do oriente ao ocidente, mais de 500 cidades participam da Hora do Planeta.
O Rio de Janeiro está na lista das 538 cidades que já aderiram à Hora do Planeta. Brasília, 19 de fevereiro de 2009 - O ato simbólico mundial de apelo contra o aquecimento global obteve respostas do oriente ao ocidente. Um número recorde de 538 cidades e povoados de 75 países se comprometeram a apagar as luzes às 20h30 em 28 de março durante a Hora do Planeta 2009. O encontro do oriente com o ocidente na Hora do Planeta se caracteriza pela adesão ao apagão de ícones do Oriente -- como o Merlion, de Cingapura, o show Sinfonia das Luzes, em Hong Kong ,e a Nova Torre Mundial Hong Kong, em Xangai, -- juntamente com alguns dos monumentos mais famosos do Ocidente, entre eles a Torre Eiffel, em Paris, a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o prédio da Ópera, em Sydney, a Montanha da Mesa, na Cidade do Cabo, a Torre CN, em Toronto, e o Grand e Cassino MGM ,em Las Vegas. Segundo o diretor-executivo da Hora do Planeta, Andy Ridley, o crescimento do apoio mundial à Hora do Planeta é um fenômeno. “Em 2007, a Hora do Planeta foi realizada em uma única cidade, Sidney. No ano seguinte, o número de cidades alcançou o pico de 371. Faltando ainda seis semanas para a Hora do Planeta 2009, já estamos muito além da metade do nosso objetivo de mil cidades - entre as quais está o Rio de Janeiro”. A adesão da cidade do Rio de Janeiro ocorreu em janeiro no lançamento da Hora do Planeta no Brasil. O prefeito Eduardo Paes anunciou que desligará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. Durante o lançamento, também foram anunciadas as adesões do Ministério do Meio Ambiente, Ibama-RJ, Parque Nacional da Tijuca, Santuário Cristo Redentor, Instituto Bio Atlântica, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS), da Associação dos Moradores Dona Marta, a Arquidiocese do Rio de Janeiro e Jockey Club Brasileiro. Os atores Camila Pitanga, Cynthia Howlett, Marcos Palmeira, Reynaldo Gianecchini e Victor Fasano anunciaram seu apoio ao movimento. Eles participam da campanha publicitária criada pela agência de publicidade DM9DDB, também parceira do WWF-Brasil. “É a primeira vez que o Brasil participa da Hora do Planeta e os brasileiros têm se mostrado muito receptivos à iniciativa. Isso mostra o quanto o nosso povo está preocupado com o aquecimento global. As adesões ao movimento estão crescendo a cada dia e esperamos que outras cidades além do Rio de Janeiro também anunciem em breve sua participação oficial nesse ato simbólico”, afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. Marcas globais anunciam apoio ao movimento À medida que a campanha ganha impacto, algumas das marcas mais conhecidas do Brasil e do mundo lideram o apelo à ação por parte da comunidade empresarial. “A comunidade empresarial tem uma grande capacidade e oportunidade para envolver seus funcionários, clientes e fornecedores na mobilização por um futuro sustentável para o nosso planeta,” diz Hamú. No Brasil, a operadora de telefonia móvel Vivo aderiu ao movimento e, além de apagar as luzes de suas sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro, vai ajudar o WWF-Brasil a mobilizar pessoas com o envio de mensagens via SMS para seus clientes. Empresas-butiques de todo o mundo se envolveram de forma criativa. Foi o caso da Abercrombie & Kent, que atua na área de viagens de luxo – ela se encarregou de garantir a celebração da Hora do Planeta em algumas das partes mais remotas da África, inclusive em reservas de vida silvestre e no rio Nilo. “Com o apoio das empresas, países e cidadãos em todo o mundo, a Hora do Planeta 2009 pode atingir 1 bilhão de pessoas que, ao desligarem as luzes na noite de 28 de março, estarão votando em prol de uma tomada de ação contra as mudanças climáticas,” diz Ridley.
FONTE: http://www.wwf.org.br/
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Categoria: O P I N I Ã O/NOTÍCIA.
Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 01h05
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O TAMANDUÁ(Queimadas nos canaviais)

O TAMANDUÁ(Queimadas nos canaviais) De: Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP Um tamanduá andava pelo seu mundo, entre árvores, galhos, flores, frutos e as formigas... Sempre foi assim, ninguém os incomodava, olhava as planícies, fugia de seus inimigos naturais, assim tocava sua vida instintivamente...
Certo dia veio um monstro de aço foi derrubando arvores, arbusto, afugentando animais, pássaros, até uma construção que ajudava a contar a história do lugar foi ao chão. Assim o nosso tamanduá e outros animais expulsos das suas moradas foram para outros capões de mato, e por lá eles ficaram....
A planície vermelha da terra revirada com o tempo foi ficando verde com aquelas plantas estranhas que nasciam rapidamente. O tamanduá olhava desconfiado, mas ficava por ali mesmo. Enquanto isso outros animais já se haviam aventurado por lá, até que era bom!!!
Assim certo dia o tamanduá resolveu entrar acompanhado de seu filhote no meio daquela nova vegetação estranha, quando de repente percebeu que havia fumaça e labaredas de fogo por todos os lados, olhou para seu filhote desesperado, uma lebre correu rapidamente para dentro do fogo se contorceu alguns minutos e morreu. Logo outro animal morria emitindo gritos horríveis, por todos os lados viam-se desespero e morte... O tamanduá aflito para salvar seu filhote olhou para o céu queria ver a direção da fumaça, mas o vento também confuso fazia redemoinhos e nada definia...
Alguns pássaros conseguiam levantar vôo, mas outros eram engolidos pelas labaredas e o calor insuportável: morriam como se fossem folhas secas...
O fogo foi aproximando rapidamente... Seu filhote olhou para o lado e o seu instinto de luta pela sobrevivência o fez pular no fogo e sumiu. O tamanduá no meio daquele inferno de fogo e fumaça corria atordoado para todos os lados, até que viu uma saída aonde o fogo já havia passado com sua destruição. Naquele rastro negro: aves, tatus, outros animais, todos mortos, entre eles um pequeno tamanduá que parecia seu filhote, mas estava deformado, contorcido, e não havia mais aquele cheirinho que todos sentem pelas suas crias que pudesse o identificar, tudo era cinza com aquele odor horrível do fogo. E ele cambaleante saiu fora dali com muita dor por causa das queimaduras e pela tristeza da morte de seu filhote.
Sozinho e aturdido tomou a estradinha, foi caminhando devagar com muita dificuldade, olhou para trás e via uma densa nuvem de fumaça que tomava conta do céu, quantos companheiros foram incinerados naquele dia?? Enquanto caminhava ele foi se aproximando de um sítio, os cães latiam, mas ele não teve medo, não sabia por quê?Talvez fosse a dor lancinante que sentia por causa das queimaduras. Perto da cerca os cães o acuavam... Nesse instante apareceu por ironia um homem jovem que o acolheu, colocou num pequeno cercado e depois outros homens o levaram para que fosse tratado das suas feridas e traumas...(?????) |
Categoria: TEXTOS DIVERSOS
Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 16h17
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Os limites do capital são os limites da Terra
Os limites do capital são os limites da Terra Na atual crise, a questão principal não é salvar o sistema econômico, e sim a humanidade.
Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day, quer dizer, "o dia da ultrapassagem da Terra". Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade, em 2008, ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. .. Em 1961, precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981, empatávamos: precisávamos de uma Terra inteira. Em 1995, já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40%, e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas, não chegaremos lá... Resta ainda lembrar que entre 1900, quando a humanidade tinha 1,6 bilhão de habitantes, e 2008, com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quisessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar — cálculos já foram feitos — iríamos precisar de duas Terras iguais à nossa. A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundância dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade. .. * Leonardo Boff é teólogo, escritor, professor emérito de ética da UERJ e membro da Comissão da Carta da Terra. LEIA O ARTIGO INTEIRO: http://www.cartamaior.com.br Obs. Artigo sugerido pela leitora Rita de Cássia - Santo Antonio de Pádua-RJ |
Categoria: O P I N I Ã O/NOTÍCIA.
Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 00h24
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Eco-simplicidade-Leonardo Boff
Chamo atenção pela beleza do último parágrafo * ************************************* Eco-simplicidade
Leonardo Boff
Adital - O que se opõe à nossa cultura de excessos e complicações é a vivência da simplicidade, a mais humana de todas as virtudes, presente em todas as demais. A simplicidade exige uma atitude de anti-cultura, pois vivemos enredados em todo tipo de produtos e de propagandas. A simplicidade nos desperta a viver consoante nossas necessidades básicas. Se todos perseguissem esse preceito, a Terra seria suficiente para todos. Bem dizia Gandhi: "temos que aprender a viver mais simplesmente para que os outros simplesmente possam viver". A simplicidade sempre foi criadora de excelência espiritual e de liberdade interior. Henry David Thoreau (+1862) que viveu dois anos em sua cabana na floresta junto a Walden Pond, atendendo estritamente às necessidades vitais, recomenda incessantemente em seu famoso livro-testemunho: Walden ou a vida na floresta: "simplicidade, simplicidade, simplicidade". Atesta que a simplicidade sempre foi o apanágio de todos os sábios e santos. De fato, extremamente simples eram Buda, Jesus Cristo, Francisco de Assis, Gandhi e Chico Mendes entre outros. Como hoje tocamos já nos limites da Terra, se quisermos continuar a viver sobre ela, precisamos seguir o evangelho da eco-simplicidade, bem resumida nos três "erres" propostos pela Carta da Terra:"reduzir, reutilizar e reciclar" tudo o que usamos e consumimos. Trata-se de fazer uma opção pela simplicidade voluntária que é um verdadeiro caminho espiritual. Esta eco-simplicidade vive de fé, de esperança e de amor. A fé nos faz entender que nosso trabalho, por simples que seja, é incorporado ao trabalho do Criador que em cada momento ativa as energias que produzem o processo de evolução. A esperança nos assegura que se as coisas tiveram futuro no passado, continuarão a ter no presente. A última palavra não a terá o caos mas o cosmos. Para os cristãos, o fim bom já está garantido, pois alguém de nós, Jesus e Maria, foram introduzidos corporalmente no seio da Trindade. A eco-simplicidade nos faz descobrir o amor como a grande força unitiva do universo e de Gaia. Esse amor faz com que todos os seres convivam e se complementem. Na modernidade, nós nos imaginávamos o sujeito do pensamento e a Terra o seu objeto. A nova cosmologia nos afirma que a Terra é o grande sujeito vivo que através de nós sente, ama, pensa, cuida e venera. Consequentemente, importa pensarmos como Terra, sentirmos como Terra, amarmos como Terra pois, na verdade, somos Terra, espécie homo, feito de húmus, de terra boa e fértil. Ao sentirmo-nos Terra, vivemos uma experiência de não-dualidade que é expressão de uma radical simplicidade. Algo da montanha, do mar, do ar, da árvore, do animal, do outro e de Deus está em nós. Formamos o grande Todo. Uma moderna legenda dá corpo a estas reflexões: Certa feita, um jovem iniciante na eco-simplicidade, foi visitado, em sonho, pelo Cristo ressuscitado e cósmico. Este o convidou para caminharem juntos pelo jardim. Depois de andarem por longo tempo, observando, encantados, a luz que se filtrava por entre as folhas, perguntou o jovem: "Senhor, quando andavas pelos caminhos da Palestina, disseste, certa feita, que voltarias um dia com toda a tua pompa e com toda a tua glória. Está demorando tanto esta tua volta! Quando, finalmente, retornarás, de verdade, Senhor"? *Depois de momentos de silêncio que pareciam uma eternidade, o Senhor respondeu: "Meu irmão, quando para ti, minha presença no universo e na natureza for tão evidente quanto a luz que ilumina este jardim; quando minha presença sob a tua pele e no teu coração for tão real quanto a minha presença aqui e agora; quando não precisares pensar mais nela nem fazeres perguntas como esta que fizeste, então, meu irmãozinho querido, eu terei retornado com toda a minha pompa e com toda a minha gloria".
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte* e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
FONTE: A D I T A L |
Categoria: O P I N I Ã O/NOTÍCIA.
Postado por RIVALDO R. RIBEIRO às 18h13
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