A produção do etanol...
A produção do etanol é garantir a proteção ao meio ambiente, e melhorar a vida dos trabalhadores rurais e da população. É isso que acontece?
A produção do etanol está entre os biocombustíveis que mais levantam discussões e polêmicas por causa dos efeitos nocivos das queimadas, a biodiversidade, desmatamentos ou a impossibilidade de reflorestamento destas áreas, visto que a sua ocupação abrange grandes áreas para o cultivo da cana.
Trazendo dessa forma desequilíbrio climático que pode alterar as freqüências das chuvas com conseqüência na produtividade da própria cultura, assim a bioenergia só poderá ter algum sucesso se produzida de maneira sustentável, de maneira que não modifiquem as leis naturais do meio ambiente e seus ciclos de chuvas e temperaturas. E nesse ano de 2.007 a safra vai ser menor do que o esperado (fonte: G1). Causa: o tempo seco, e essa mudança climática pode continuar se o setor sucroalcooleiro continuar desrespeitando o meio ambiente.
Porque se não houver sustentabilidade não haverá continuação e com isso o abandono dessas áreas degradadas em ambientes desolados, com problemas sociais e sem condições de produção de alimentos, exatamente num momento que temos aumento da demanda mundial de alimentos.
Assim todos os benefícios dessa monocultura serão anulados.Quem se responsabilizará com os problemas sociais, climáticos, e da saúde que se anunciam?
Totalizando todos os problemas ambientais que vem com o cultivo da Cana de açúcar: na flora, fauna, emissão de gases nas queimadas, a estimativa de 30 a 40 litros de água para produzir um litro de álcool, segurança alimentar, saúde etc. colocando na balança ela é mais prejudicial que os combustíveis fósseis.
"As queimadas da palha da cana, florestas, pastagens ou qualquer biomassa provoca as emissões principalmente o gás carbônico (CO2), além de monóxido de carbono (CO), óxido nitroso (N2O) e metano (CH4), e partículas da fumaça com produtos cancerígenos, e o aquecimento global por causa do efeito estufa".
"O processo da queima da cana emite grandes quantidades de monóxido de carbono e de carbono particulado (a fuligem, ou carvãozinho) causando graves problemas respiratórios".
Será que o setor sucroalcooleiro daria ou dará certo sem os subsídios do Proálcool, desrespeito ao meio ambiente, às leis trabalhistas (trabalhado "escravo")?
Finalizando, no Brasil sempre houve precipitação nos seus empreendimentos, talvez seja essa a razão de ainda estarmos no terceiro mundo: a fantasia do lucro imediato.
A cana de açúcar poderá ser sim uma fonte de desenvolvimento social, ajudar na produção de carne e outros alimentos, se, portanto respeitar a natureza na sua "natureza", reaproveitar os subprodutos: Bagaço da cana, vinhoto, abolindo as nocivas queimadas, assim a palha em decomposição no solo forma uma cobertura morta, além de controlar as ervas daninhas, favorece a umidade do solo que transforma no húmus gerando a microvida que é a base natural de um solo produtivo.
Determinar áreas mais adequadas para o plantio, e fazer um planejamento para que não prejudique a reforma agrária, pois é um item que vai solucionar a vida do homem rural o fixando no campo, evitando a migração para as cidades aumentando ainda mais o já caótico drama urbano: desemprego, subemprego, violência e fome.